Começamos mais um ano nesse mundo de Deus e com novas perspectivas e objetivos. Fazemos muitas vezes isso comparando a números de 2011 e planejando o quanto gostaríamos de avançar mais.

Essa regra básica serve para a Pessoa Física, Pessoa Jurídica e Área Governamental que traça minimamente um plano de metas e objetivos para atingir ao final de 365 dias ou para planejamentos maiores como os de médio e longo prazo.

Mas o que ouvimos nos últimos anos é que a economia está estagnada. É necessário mais empreendedorismo, incentivo as novas opções de negócios,  ousadia, inovação e maior crescimento econômico como objetivo final.

Na contra mão desse objetivo vivemos o que denominei depois de assistir a diversas reportagens, ouvir vários especialistas do tema de gestão de pessoas e ler artigos de alguns CEOS que ainda considero no Brasil a epidemia da “Sociedade do Não”.

A busca de um profissional perfeito é lenda. Como ninguém vai admitir isso pois aí se encerra muitos assuntos e termina-se com inspirações de escritores de auto-ajuda continuamos a teoria do “Não” e com regras cada vez mais tolas.

Assistindo os especiais do Max Gheringer no Fantástico me atentei a quantas vezes ele diz para o profissional “não” fazer determinada coisa.  Quero deixar claro que não é o Max Gheringer, é uma tendência de vários cases.

Não faça isso, Não diga aquilo, Não pense isso, Não vá por esse caminho, Não pense, Não respire.

Uma cultura empreendedora ela vai na contra-mão da “sociedade do não”. O profissional ou empreendedor deve ser livre para criar.  Se você o limita com regras tolas que servem a teorias da moda jamais seremos um país empreendedor.

A última grande tolice é não poste nas suas redes sociais fotos ao lado de bebidas alcoólicas. Ou seja o profissional vive uma pressão a semana toda e no seu lazer, em um fim de semana tem que ficar preocupado que não pode aparecer em uma rede social tomando uma cervejinha. Se um amigo então tira a foto e o marca tem que cometer a indelicadeza de ligar para esse que o marcou e pedir para retirar a foto ou mais indelicado ainda desmarcar ele mesmo a foto. Ufa, salvou o emprego e perdeu o amigo. Que sociedade e cultura imbecil é essa?

Um funcionário perfeito? Não exite. Não existe igual não existe uma empresa perfeita. Cada um tem seus pontos fortes e fracos e o complemento disso é que faz o sucesso.

A liberdade é fundamental para criações, para dar novas idéias, para um debate que possa focar realmente nos assuntos espinhosos de uma empresa, de um processo, de uma meta e poder corrigir os caminhos para se atingir os objetivos.

O empreendedor é aquele que consegue ver um negócio novo sem se prender a regras tolas que uma sociedade do modismo estagnado impõe a ele.  Se ele for querer agradar essa moda, para ser respeitado, para ter status, para ser aceito, ele deixará de ser empreendedor para ser mais um.

Com isso vivemos uma sociedade onde o crescimento não rompe os 4,5% ao ano, empresas cada vez vendendo menos em épocas de picos de venda, nada de novo e nada a alcançar.

Chega da busca pelo que não existe. O funcionário perfeito não existe. Chega de nãos. É hora de criação, inovação e ousadia. Para isso não existe “não”. Vamos nos superar, vamos criar, vamos ter fome de empreender e vamos aí sim  crescer.

Uma reflexão a grandes empresas, headhunters, caçadores de talentos em redes sociais: “Se o funcionário perfeito existisse é essa miséria de salário que vocês estariam dispostos a pagar a ele?” E sabe qual seria a resposta dele a proposta de vocês: “NÃO”.

Vamos acordar. Deixar o modismo de lado. Liberdade para criar e empreender. Assim quem sabe salvaremos o ano de 2012 com um crescimento maior nos negócios, nos números da economia do país, nas novas criações, na intelectualidade, na inovação, na ousadia  e na justiça mais justa a todos.

Adeus a “Sociedade do Não”.  Eu acredito.

 

Mauricio Patomatti

 

2011 foi um ano muito especial pra mim. Um ano de dúvidas, certezas, decepções, afirmações, avanços, sucesso, alegria, união, renascimento, renovação, amor, esperança e prosperidade.

Amigos provaram ser amigos e outros nem tanto, mas a vida é assim!

No campo profissional um time pequeno mas coeso com muita responsabilidade, dedicação e com muita alegria fez a diferença. Valeu a todos.

A família passou por turbulências, algumas tempestades mas se uniu e mostrou renovação, fortalecimento, união, paz e muito amor. Amo todas as mulheres da minha vida: Rosana, Vanessa e Ana Carolina.

No quesito educação, a barreira de uma língua estrangeira não se mostrou tão feia assim e com algum tempo a mais e mais dedicação será uma etapa vencida. 2012 tem mais Inglês.

Em 2011 consegui cumprir a minha meta que era voltar a estudar e fazer o curso de Gestão Estratégica de Pessoas e consegui onde eu queria, no Mackenzie. 2012 estaremos lá.

Termino desejando a todos os meus amigos e amigas, observadores, leitores e internautas em geral um Feliz 2012. Que o Ano Novo seja especial para cada um de vocês. Que possamos iniciar uma profunda busca por valores que nortearam a base da minha formação e a sociedade moderna deixou um pouco de lado em troca de poder, status e dinheiro a qualquer preço:  Coragem, Dignidade, Respeito, Seriedade, Solidariedade, Perseverança e Honestidade.

Resgatando esses valores viveremos em mundo melhor e deixaremos uma herança mais sólida de valores para nossos descendentes.

Feliz Ano Novo!!! 2012 de sucesso a todos.

Mauricio Patomatti

 

A todos os amigos, leitores e  colaboradores  do Blog do Patomatti segue mensagem de um Natal repleto de alegrias, paz, amor, união, reflexão e esperança.

Que cada um de nós possamos ser realmente abençoados com o verdadeiro espírito do Natal. Que possamos ser melhores, mais tolerantes, mais amáveis, mais justos e verdadeiramente preocupados com o próximo.

Em uma sociedade onde o isolamento é moda, onde o consumismo é status, onde a arrogância é status de poder, que isso tudo desapareça nesta noite de Natal e possamos fazer uma profunda reflexão: É essa sociedade que queremos deixar para nossos filhos, netos e descendentes?

Que todos nós possamos verdadeiramente renascer desse Natal pessoas melhores.

Um Feliz Natal a todos, uma noite abençoada e boa reflexão a todos nós.

 

Mauricio Patomatti  - 23/12/2011

 

 

 

O grande desafio para as empresas nesse novo momento é a capacidade de identificar e reter talentos.

Em um momento onde a educação tradicional de chão de fábrica ainda prevalece e muitos líderes procuram evitar ainda a era do conhecimento, as empresas tentam achar a fórmula para equilibrar esse choque de cultura.

A famosa geração Y (1979 – 1994) totalmente conectada, recebendo informações o tempo todo, totalmente associado com diversas redes sociais e se comunicando rapidamente com pessoas do mundo todo não aceita e tenta quebrar de todas as formas a burocracia.

A geração Y tem a capacidade da multitarefa, fazer várias coisas ao mesmo tempo, não se prende a projetos longos, é imediatista e odeia respeitar hierarquia.

Por isso a palavra Network para geração Y não é um bicho de sete cabeças, ela já faz isso de forma muito natural e com um ar de informalidade.

Com esse network ativo os convites e propostas para novos desafios sempre chegam em seus e-mails, em seus celulares, em seus Ipads e se ele não estiver estimulado, com novas perspectivas, não tenha dúvidas ele vai deixar a empresa que está em busca do novo e desafiador.

Hoje esse jovem treinado para a rapidez e a exigência de sucesso todo dia, se ele não se torna diretor depois de 4 anos da sua formação ele se considera o maior fracassado profissional. Eles não compreendem que para se chegar a diretor não é tão simples assim, há processos, há fatores e condições, há história. Em contra-partida a empresa não pode mais pensar como chão de fábrica como querem a maioria de seus diretores.

A grande pergunta é o que fazer para reter um talento?

E a outra tão importante: essa pessoa é realmente um potencial talento? Ele pode ser o diferencial competitivo da empresa?

Há métodos e políticas usadas pelas empresas para a retenção de talentos. Entre elas estão: planos de previdência, bolsas de estudo e programas de qualidade de vida, há oferta de ações da empresa ao colaborador. Mas o recurso mais eficiente,  é uma relação transparente entre diferentes níveis hierárquicos.

E aqui de novo o desafio do choque de gerações e a administração de conflitos e com isso surgiu o COACHING.

Hoje está provado, altos salários apenas não bastam, e um detalhe importante: geração Y gosta de salário e odeia benefícios. A geração X se preocupa mais com benefícios e não gosta tanto assim de salário.

Outro diferencial a geração X busca estabilidade, a Y odeia estabilidade sem desafios. Se você deixar ele ocioso por duas semanas não tenha a menor dúvida que ele vai pedir demissão no início da terceira semana.

Por isso passou da hora das empresas que possuem por em prática, as que não possuem elaborar e já pensando nos talentos e futuros executivos da empresa um concreto e realista “Plano de Carreira”.

Talentos são movidos por resultados, desafios. prazos cumpridos, eficácia sem cobranças com regras ultrapassadas como cumprimento de horários ou presença física em sua estação de trabalho. Hoje o mundo é on-line e as pessoas estão em todos os lugares do Brasil ou do mundo e podem trabalhar de seus smartphones. A obrigação de cumprimento de horário sob pena de punição é uma prática da escravidão e hoje inconcebível no mundo dos grandes negócios.

Como exemplo disso temos apenas a Apple, o Google, o Facebook, a Microsoft, grandes empresas de propaganda e marketing, área de criação de projetos e de produtos.

Vamos em busca sempre desse equilibrio perfeito entre as gerações, vamos tirar o melhor de cada uma delas e vamos em busca de grandes sucessos. Fórmula certa para isso? Não há!! Cada caso tem sua particularidade e não serve de case para nenhum outro.

Boa administração a todos.  

Mauricio Patomatti

 

 

O ano de 2011 foi o ano marcado pela perda de um dos maiores gênios da tecnologia, design, informação, vendas e sucesso!!

Steve Jobs era uma pessoa que não tinha nenhuma formação acadêmica, nenhum título de mestrado e doutorado e muito menos escritor de teses acadêmicas.

Steve Jobs foi um rebelde provocativo que quebrou todos os paradigmas e mudou o mundo. Hoje uma criança de 2 anos liga, desliga, entra em um aplicativo, volta ao menu com a ponta de um dedo.

Steve Jobs era um perfeccionista, um visionário e um showman em cada lançamento de um produto novo  ou na apresentação de uma atualização desses produtos. Muitos até olhavam o início das apresentações e se perguntavam o que ele vai mostrar, não mudou nada!! Começava a apresentação de Jobs, começava seu show e “boom” era impactante.

A idéia da interação do vídeo com chamadas no Iphone 4 foi mágico!! Quando ele faz no meio da apresentação a chamada combinada a um colaborador/amigo no meio da apresentação do Iphone 4 o público delira.  Valeu o lançamento muitos disseram. E claro uma correria para a fila para comprar.

A cada lançamento Jobs dizia dos avanços dos números da Apple e onde a Apple queria chegar. E chegava fácil!!

Mas como alguém que não tem diploma superior conseguiu transformar o mundo? Como alguém que não tem mestrado, doutorado veio e ensinou a esses doutores a ser mais eficientes usando seus produtos. Parecia arrogância?? Parecia!! E era.

Claro que não incentivo a ninguém a não estudar e buscar mais títulos e conhecimentos. O que ocorre infelizmente é quanto mais conquistamos títulos mais perdemos a genialidade de sermos crianças e conseguirmos olhar para um lançamento de última geração e dizermos com franqueza: “faltou isso, aquilo e podia fazer muito mais”. Steve Jobs em seu discurso na Universidade de Stanford disse ” não deixem de ser bobos”.

E como ser um excepcional vendedor como era Jobs, sim vendedor estupendo. A cada apresentação de produtos da Aplle era um show, verdadeiras palestras concorridíssimas para ver a forma, o jeito que ele iria apresentar o novo produto e toda a tecnologia que vinha acoplado na novidade.

Está provado hoje em dia, quem não consegue se comunicar bem, se vender, acreditar no que você está apresentando, acreditar no seu produto, ser inovador e carismático está perdido.

Steve Jobs era esse homem excepcional, um visionário, um gênio, um vendedor, um ícone e virou uma religião. A religião de nerds aficcionados por tecnologia, design e cada vez olhando um futuro novo. A religião dos administradores em sua forma de liderar, de técnicas de apresentação, de marketing de produtos, de pontos de vendas com vendedores aplaudindo seus clientes, de metas, objetivos, missão e sucesso.

O mundo nunca seria assim se não fosse um homem que era sem dúvida nenhuma um gênio e que universalizou a tecnologia. Valeu demais, Steve!!